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A FALTA DE PARTICIPAÇÃO É O MAIOR BURACO EM NOSSA ESTRUTURA

 

Estamos habituados a colocar nossas expectativas nos governantes e no Estado, não em nossa habilidade própria de organização e controle. Não temos direito de cobrar nada porque não fomos capazes, em nosso percurso histórico, de descobrir que poder vem de baixo e os mandantes são apenas representantes.

Não podemos contestar privilégios, por vezes absurdos, monstruosos, das outras vertentes religiosas e igrejas eletrônicas e da própria elite por que não nos preocupamos em participar e atuar de formar organizada em defesa do que acreditamos e dos nossos próprios direitos.

Ao contrario, somos capazes de aceitar que, alguém que desconheça nossas razões e praticas, que conheça nossas dores e sofrimentos, enfim, que seja de fato um de Nós, para que seja eleito como nossos representantes. Preferimos votar em estranho com promessas absurdas e mentirosas, ou em troca de migalhas ou favores de ultima hora em vez de se unir na busca de melhores condições e representantes.
 
Assim ocorre também nas Federações, Associações e por que não dizer também em nossos templos: esperamos que o chefe ou presidente resolva nossos problemas, quase como um pai de todos, sem perceber que o chefe, para funcionar bem, precisa de controle democrático persistente.
 
Certamente, é compreensível que não se possa paralisar uma atividade religiosa ou assembléia por falta de quorum, porque, se isso fosse rigidamente exigido, quase nenhuma instituição ou templo funcionaria, tamanho é nosso omissão e distancia do que queremos e do que é necessário cada um fazer para que as coisas possam acontecer. Entretanto, é inescapável reconhecer a falta de qualidade política e força de atuação de nossas Associações, Federações e dos Templos, até mesmo as compostas de intelectuais e DOUTORES, acadêmicos e universitários. Grandes partes das nossas instituições são caricaturas, por vezes farsantes.
 
Freqüentemente, substituímos uma legenda por outra, já que o comando é fechado e monopolizado em grupos que se perpetuam no comando, não deixa de ser manipulação e politicagem. Por mais que esse grupo ativista possa ter seus méritos e boas intenções, sendo forçado circunstancialmente a agir sem presença suficiente de membros nas Assembléias, é crucial perceber que tal democracia é fantasticamente caricatural.
 
A ausência da maioria aparece também no descompromisso em manter estas instituições, tarefa que é relegada aos chefes, e estes, em geral, procuram padrinhos políticos para resolver o seus problemas, sejam eles de ordem financeira ou administrativa. Quase todas as Instituições não surgem de baixo para cima, como deveria ser. Ao contrário, o inicio clássico é a reunião de algumas pessoas com interesses comuns e que decidem fundar uma destas legendas. De repente, esse grupo imbui-se da virtude, em si usurpada, de representar todos que tenham os mesmos interesses.
 
Pode-se sempre contra-argumentar que não cabem exigências maiores de mobilização, porquanto isso tornaria impossível avançar, tamanha é a dificuldade de mover pessoas entre nós. Na pratica, porem, essa situação empurra para uma fundação das LEGENDAS por decreto. Cria-se a cabeça sem corpo. Depois, inventam-se os membros, saindo à cata deles, para que exista base mínima.
 
A história, então, repete-se: a instituição (legenda) e sua cúpula e alguns gatos pingados passam a se alto proclamar lideranças e legítimos representantes de uma comunidade que na maioria das vezes nem sabem quem são estas pessoas e suas verdadeira origem. Trata-se de experiência enfadonhamente reiterada: um começo malfeito aborta a democracia associativa. Será sempre uma Instituição de cúpula, com os vícios costumeiros: lideranças tendencialmente vitalícias; descolamento da base; manipulação da maioria por uma minoria; falta de rodízio no poder, com eleições farsantes ou muito dirigidas e sem prestação de contas. Perde-se a rota do poder de baixo para cima, enquanto se instaura a lógica da centralização manipulativa de cima para baixo.
 
Por isto e contra esta situação, pois não podemos mais aceitar esta algazarra, com vaias para todos os lados e manipulações e artimanhas correndo soltas.Tais questões precisam ser antes de tudo, discutidas entre as lideranças, onde é possível aprofundar, argumentar e contra-argumentar e propor para depois ser levado para Assembléias, seminários e congressos.  Uma coisa são as Assembléias, Congressos ou seminários, cuja finalidade é cuidar da identidade do movimento, fazer comunicações, escutar as lideranças, ativar contra-ideologia), e posteriormente tomar as decisões, tomadas pelos representantes comunais, com  poder de voto representativo.
 
Como não detemos essa tradição, as Assembléias, Congressos ou seminários tendem a ser um lugar onde grupos eletizados e oportunistas procuram impor as suas idealizações a um coletivo que não esta presente e nem se quer foi comunicado. É neste ponto que nasce o conflito acirrado, confronto mordazes, ofensas e vaias, tendo como resultado em geral a manipulação por parte da vanguarda de “DOUTORES”, que desprezam a legitimidade de quem esta na base e a necessidade de ouvi-las.
 
Preocupa o problema de as Assembléias, Congressos ou seminários de pouco representatividade, mas ávidas a decidir pelo todo. Este procedimento é um vicio que assola muitas comunidades, contribuindo ainda mais para seu esvaziamento. Poucas pessoas conseguem manifestar-se, sem falar no ambiente geralmente carregado, por vezes hostil aos críticos. Enquanto a emoção toma conta e vira facilmente gritaria, a razão sai pela porta dos fundos.
 
Por certo, é difícil conduzir a realização de as Assembléias, Congressos ou seminários, preocupado principalmente com a preservação de direito e da legitima representatividade das Lideranças e instituições que dela devem fazer parte. Compor e articular uma aproximação para o dialogo e a luta para buscar no consenso o melhor para o coletivo não é tarefa fácil para ninguém, mas este é o único caminho a ser seguido se de fato estamos interessados na verdade e na preservação de direitos e principalmente da construção de ações que levem ao fortalecimento da comunidade.
 
E quando iniciativa para construção desta realidade e da preservação do direito de participar são colocadas em pratica assistimos o nascer de conversa fiada, paralela, inútil, sejam porque não se aceita e não se se admite fulano ou sicrano participando ou simplesmente por que não foi sua legenda a idealizadora de tal ação ou iniciativa. É necessário romper com velhas praticas e rancores, é mais do que chagada a hora de todos nós abrirmos nossos olhos e seguirmos as orientações espirituais, onde somente buscando o concilio e fortalecimento nas idéias é que de fato poderemos chegar a uma nova realidade.
 
Por estas e outras razões, reforçamos o convite, procurem participar das ações , reuniões atividades, as Assembléias, Congressos ou seminários que estejam sendo realizadas e não deixem de expressar sua opinião e manifesto.  Mas nunca deixe de cumprir o que for determinado pela maioria, caso contrario nunca chegaremos organização que tenha força para buscar o que é melhor para o coletivo. È participando e assumindo compromisso que estaremos abrindo nosso caminho e mudando a nossa realidade para melhor.
 
E tudo que aqui foi colocado nada mais é do que fazer política...e tem gente que é contra a política....então é contra a organização, contra preservação de direito e é contra ter responsabilidade. Este então deve ser a favor da baderna, da bagunça e da desordem, onde ele possa se favorecer e se impor aos demais ou ficar de fora atirando pedras e criticando o que nunca teria coragem de fazer. Lamentável
 
Reflitam sobre o tema e exponham suas opiniões, estou a sua disposição.
 
PAI GUIMARÃES D´OGUM
(11) 8323-9056 – 5599-4673

 

 
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